O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, neste sábado (10), uma notícia-crime junto à Polícia Federal solicitando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passe a figurar formalmente como investigado na Operação Sem Desconto, iniciativa que apura cobranças e deduções irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Origem das suspeitas e os e-mails da Polícia Federal
A motivação para o requerimento surgiu após a revelação de mensagens eletrônicas apreendidas pela corporação. Os documentos apontam que uma conta de e-mail nomeada como “Flávio Bolsonaro” estava associada ao mesmo cadastro de acesso bancário do advogado Willer Tomaz, alvo principal das diligências. Consta nos registros que essa ligação digital foi encerrada em maio de 2025, aproximadamente um mês após o deflagrar da operação policial.
Pedido de quebra de sigilos e aprofundamento das apurações
No documento entregue às autoridades, o parlamentar sustenta que os indícios recolhidos sustentam a necessidade de examinar uma eventual conexão financeira entre o parlamentar e o esquema operado por Willer Tomaz, caracterizado pelos investigadores como um centralizador financeiro, patrimonial e logístico.
Além da abertura formal da investigação, a representação formalizada pelo deputado petista inclui um pedido direcionado à Justiça para a quebra dos sigilos fiscais e bancários, tanto do próprio senador quanto do escritório de advocacia ligado a ele. A medida busca esclarecer a natureza dos fluxos de recursos identificados pelos analistas da Polícia Federal durante a execução das fases da operação.




















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