PT processa Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro no TSE

Nikolas Ferreira é alvo de ação do PT por vídeos de ato na Paulista

O Partido dos Trabalhadores protocolou nesta segunda-feira, 12, uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o deputado federal Nikolas Ferreira e outros apoiadores de Flávio Bolsonaro. A legenda aponta a veiculação de gravações manipuladas ou retiradas de contexto referentes a um ato pró-governo ocorrido no domingo, 11, na Avenida Paulista, situada em São Paulo.

Reação do parlamentar e defesa das imagens

Diante da investida jurídica, Nikolas usou as plataformas digitais para rebater as acusações e insistir na autenticidade do material audiovisual. As cenas em questão exibem indivíduos sobre a cúpula de vidro de uma entrada da Estação Trianon-Masp do Metrô, que exibe marcas de vandalismo e colagens.

O parlamentar negou qualquer falsidade nas postagens e criticou a tentativa de censura por parte da sigla governista. Em sua conta oficial, o deputado declarou que o registro é real e que a legenda não tem o direito de ocultar fatos do público.

Alvos da representação e pedido de urgência

A petição movida pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abrange o senador Flávio Bolsonaro, a legenda Partido Liberal, os deputados federais eleitos Rony Gabriel e Lucas Pavanato, além do empresário Pablo Marçal. A defesa solicita que a Corte determine a exclusão imediata dos conteúdos no prazo de 24 horas.

Conforme a argumentação dos advogados petistas, as postagens vinculam os manifestantes a atos de depredação, uso de substâncias ilícitas e terrorismo utilizando contextos distorcidos. O partido sustenta que tal estratégia visa manipular a opinião pública com informações inverídicas sobre o evento político.

Investigação policial sobre depredações

Em paralelo à disputa judicial eleitoral, forças de segurança apuram estragos causados em entradas de estações metroviárias durante o esvaziamento do ato público.

Registros apontam ocorrências de pichações, inserção de adesivos e estruturas quebradas nas paradas Trianon-Masp, Consolação e Brigadeiro. A Polícia Civil paulista assumiu a responsabilidade de examinar gravações de monitoramento eletrônico para rastrear e responsabilizar os autores dos danos ao patrimônio público.