O Partido da Causa Operária (PCO) oficializou a diretriz de voto nulo para o segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A deliberação ocorreu em São Paulo, durante a 39ª Conferência Nacional da legenda.
Ruptura com a base governista
Diferentemente de 2022, quando integrou o arco de apoio ao petista contra Jair Bolsonaro, a agremiação de extrema esquerda avalia que o atual mandato presidencial prioriza o setor financeiro e o grande empresariado em detrimento das demandas populares.
Conforme o manifesto da direção nacional, o proletariado não obtém vantagens na escolha pelo atual chefe do Executivo, reforçando a tese de que a legenda rejeita ambos os postulantes ligados aos interesses econômicos tradicionais.
Críticas à economia e ao STF
A gestão econômica liderada por Fernando Haddad, Simone Tebet e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, figura no centro das contestações. O partido argumenta que o arcabouço fiscal limita investimentos sociais enquanto beneficia o sistema bancário.
Adicionalmente, a cúpula partidária condenou a aproximação entre o Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente nacional da sigla, Rui Costa Pimenta, declarou que a agremiação petista compactuou com medidas que ferem liberdades civis.
Posicionamento isolado na esquerda
Enquanto outras forças do campo progressista, como UP, PSTU e PCB, declararam suporte ao atual presidente, o PCO manteve a defesa intransigente da independência proletária.
Fundador do PT em 1980 e dirigente do movimento atual, Pimenta obteve 15.024 sufrágios no primeiro pleito presidencial deste ano, encerrando a contagem na última posição na corrida pelo Palácio do Planalto.
















Leave a Reply