O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acionou formalmente a Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 9, após a identificação de graves ameaças de morte direcionadas ao ministro Flávio Dino.
Relatório revela ameaças de assassinato
A medida foi tomada depois que o próprio Dino tornou públicos trechos de um relatório de segurança elaborado pela Suprema Corte. O documento detalha milhares de mensagens com intimidações, agressões físicas e planos de assassinato contra os integrantes do tribunal.
Entre os conteúdos expostos, uma postagem específica afirmava que Dino seria o “primeiro a ser fuzilado” como represália por ter restringido o acesso a armamentos no país. Outras mensagens citavam também os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, sugerindo a invasão do STF e decapitação dos magistrados em praça pública.
Origem das restrições a armamentos
As hostilidades contra Flávio Dino intensificaram-se devido ao seu histórico no combate à circulação desregulada de armas. Durante sua gestão à frente do Ministério da Justiça em 2023, ele assinou decretos do governo federal que limitaram o acesso a armamentos e exigiram o recadastramento geral de armas no Brasil.
Apesar da gravidade das intimidações, o magistrado declarou publicamente que o episódio não causará nenhum impacto em sua conduta profissional. Em suas redes sociais, afirmou que sua voz, postura e atuação na Corte permanecem inalteradas.
Ações de segurança da Corte
Para lidar com a situação, Fachin acionou a PF por meio da Secretaria de Polícia Judicial, enviando uma avaliação técnica detalhada para que as providências cabíveis sejam tomadas.
Por fim, a cúpula do Judiciário brasileiro reforçou que segue monitorando de perto a integridade física de todos os seus ministros, mantendo contato permanente com as forças de segurança pública para coibir atos criminosos.
















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