O plenário do Senado Federal dará início, na próxima terça-feira (6), à discussão da PEC 221/2019, proposta que visa extinguir o regime de trabalho 6×1 no Brasil. A inclusão da matéria na pauta ocorre apenas dois dias após a realização do primeiro turno eleitoral e foi formalmente celebrada nesta sexta-feira (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição e agradeceu o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pela decisão.
O que prevê a proposta de redução da jornada
O texto em debate sugere uma reestruturação do modelo trabalhista vigente ao fixar um teto de 40 horas semanais de serviço. O modelo prevê a concessão obrigatória de dois dias de repouso a cada cinco trabalhados, mantendo integralmente a remuneração dos empregados.
Ao manifestar apoio à tramitação, Lula reforçou que a iniciativa é prioritária para sua gestão. O mandatário ressaltou que a classe trabalhadora necessita de tempo adequado para convívio familiar, estudos e descanso, afirmando confiar que os senadores atenderão ao apelo popular para aprovar a mudança.
Postura de equilíbrio no Congresso
Em contraponto ao entusiasmo do Executivo, Davi Alcolumbre adotou um tom moderado ao anunciar a inclusão da matéria na ordem do dia. O presidente do Senado classificou a medida como de ampla importância social, mas destacou que a tramitação ocorrerá com foco no equilíbrio, ouvindo tanto os trabalhadores quanto o setor produtivo para preservar a estabilidade econômica do país.
Reflexos no cenário da corrida eleitoral
A antecipação desse debate nas vésperas da votação de domingo (4) oferece um palanque estratégico para a base governista. A bandeira de redução da jornada surge como um trunfo de forte adesão popular, especialmente diante de uma eventual disputa de segundo turno.
O cenário para a Presidência segue acirrado. Conforme levantamento do Datafolha divulgado na quinta-feira (1º), Lula lidera as intenções com 45% dos votos válidos, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que soma 40%. Já em um confronto direto em segunda etapa, os números apontam empate técnico, com o petista marcando 48% contra 45% do senador liberal.




















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