A cúpula regional do Partido Social Democrático no Distrito Federal formalizou, nesta segunda-feira, 28, o endosso à candidatura à reeleição da governadora Celina Leão, afiliada ao Progressistas. A deliberação foi comunicada publicamente durante um ato político que contou com a participação da chefe do Executivo local, do dirigente estadual da legenda, Paulo Octávio, e de correligionários. Contudo, a composição gerou fissuras internas, visto que o ex-governador José Roberto Arruda, integrante da mesma sigla, veio a público rejeitar veementemente a aliança e declarou que não votará na postulante.
Contexto da inelegibilidade A reviravolta no cenário político brasiliense ganhou força logo após o Tribunal Superior Eleitoral validar, por cinco votos a dois, a rejeição da candidatura de Arruda ao governo distrital. Com a decisão da Corte máxima eleitoral, o político seguiu impedido de concorrer devido a condenações passadas por improbidade administrativa oriundas das investigações da Operação Caixa de Pandora.
Prioridades programáticas e metas Durante o encontro que selou a adesão partidária, a direção estadual do PSD leu um manifesto detalhando as diretrizes que pretende imprimir na gestão. O plano abrange o fortalecimento de áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública, além de foco no atendimento a populações de baixa renda, fomento ao emprego, avanço na regularização de terras e responsabilidade fiscal. Outro ponto central destacado no documento foi a reestruturação do Banco Regional de Brasília e o ressarcimento de eventuais perdas financeiras sofridas pela instituição.
Declarações das lideranças Para o presidente regional da sigla, a escolha reflete uma adaptação à nova conjuntura eleitoral.
De acordo com Paulo Octávio, a prioridade passou a ser a construção de caminhos viáveis para o desenvolvimento de Brasília ao lado de Celina Leão. Por sua vez, a governadora celebrou a chegada do novo aliado e assegurou que as diretrizes propostas pelos pessedistas serão integradas ao seu plano de governo oficial.
Alinhamentos e desistências O evento político também serviu de palco para outras movimentações estratégicas na corrida eleitoral. As candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas filiadas ao Partido Liberal, marcaram presença. Na mesma ocasião, o ex-ministro Ronaldo Fonseca, que integra o PSD, anunciou a desistência de sua postulação ao Senado e declarou voto nas duas representantes do PL.
A recusa de José Roberto Arruda Em sentido oposto ao posicionamento oficial de sua agremiação partidária, Arruda utilizou as redes sociais na noite anterior ao anúncio para externar sua oposição à chapa governista, composta por Celina Leão e pelo candidato a vice Gustavo Rocha, do Republicanos.
Através de uma gravação em vídeo, o ex-governador foi categórico ao frisar que a chapa não contará com o seu endosso, respeitando a escolha alheia, mas mantendo sua posição de neutralidade ou oposição ao grupo.
















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