Enquanto muitos políticos buscam doações com empresários e partidos para viabilizar suas candidaturas, um grupo expressivo prefere apostar no próprio patrimônio. Dados recentes da Justiça Eleitoral apontam que centenas de postulantes baianos decidiram abrir a carteira para impulsionar suas campanhas.
Liderança no autofinanciamento baiano
De acordo com a prestação parcial de contas disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral, 248 concorrentes na Bahia recorreram ao autofinanciamento. Ao todo, R$ 2,64 milhões foram injetados diretamente por esses candidatos em suas próprias estruturas de campanha até o fechamento dos dados.
O topo da lista é compartilhado por dois nomes que investiram a mesma quantia. O deputado estadual Vitor Azevedo (Avante), que busca a reeleição, e o ex-prefeito Ubaldino Júnior (MDB), candidato a deputado federal, destinaram R$ 125 mil cada um para suas disputas.
Logo atrás, o sindicalista Rui Oliveira (PCdoB) aportou R$ 120 mil na própria candidatura a deputado estadual. Já a ex-deputada Fabiola Mansur (PV) investiu R$ 114,6 mil para tentar retornar à Assembleia Legislativa da Bahia.
Investimentos na faixa dos cem mil reais
Outros nomes de destaque aparecem logo na sequência, tendo aplicado a marca de R$ 100 mil em recursos próprios. O grupo inclui Ditinho Avivip (União Brasil), Denise Menezes (PSD), o deputado estadual Laerte do Vando (Avante), o senador Ângelo Coronel (Republicanos) e o deputado Vitor Bonfim (PSB).
Parlamentares com mandato usam recursos próprios
Entre a décima primeira e a vigésima posição do ranking estadual, diversos políticos que já ocupam cargos eletivos decidiram bancar parte de suas jornadas. Na bancada federal, destacam-se parlamentares como Elmar Nascimento (União Brasil), Dal Barreto (União Brasil), Zé Neto (PT) e Raimundo Costa (PSD).
No âmbito estadual, deputados da ativa também compõem esse grupo de investimento patrimonial na política. A relação traz nomes como Patrick Lopes (Avante), Roberto Carlos (PV), Zé Raimundo (PT) e Antônio Henrique Júnior (PV), que utilizaram valores próprios para reforçar a busca pela recondução aos cargos.
O que diz a lei sobre investir na própria campanha
O autofinanciamento consiste no uso de dinheiro, bens ou serviços particulares do próprio candidato para custear despesas eleitorais. A prática é totalmente legal, mas possui limites estabelecidos pela legislação brasileira.
Conforme as regras vigentes, um político pode utilizar até 10% do teto de gastos estipulado para o cargo pretendido. Todas as movimentações precisam ser rigorosamente declaradas nas prestações de contas oficiais e ficam disponíveis para consulta pública nas plataformas da Justiça Eleitoral.




















Leave a Reply