TSE alerta contra assédio eleitoral e defende urna eletrônica

Nunes Marques diz que ameaça ou assédio ao eleitor será reprimido

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, utilizou a rede nacional de rádio e televisão para emitir um aviso firme de que qualquer conduta voltada para constranger cidadãos nas urnas enfrentará pronta resposta das autoridades.

Combate rigoroso às ameaças e à desinformação

Durante o pronunciamento, o magistrado fez um apelo direto a partidos, concorrentes e cabos eleitorais para que respeitem a soberania popular. Segundo ele, práticas de intimidação ou interferência na vontade popular não serão toleradas sob hipótese alguma.

Além disso, o chefe da corte eleitoral alertou sobre os perigos das notícias falsas no pleito. Ele recomendou que a população utilize exclusivamente os canais oficiais da Justiça Eleitoral para esclarecer dúvidas e enfatizou que verificar a veracidade de uma informação antes de repassá-la é um ato fundamental de cidadania.

Segurança e tecnologia da urna eletrônica

Em sua fala, o ministro também saiu em defesa do equipamento de votação, lembrando que a urna eletrônica completa três décadas de história no país. O sistema tecnológico brasileiro é reconhecido internacionalmente por reunir rigorosos mecanismos de transparência, segurança e capacidade de auditoria.

Para comprovar a lisura do processo, o presidente do tribunal destacou procedimentos de fiscalização adotados nas seções eleitorais. Os dois últimos votantes de cada mesa são convidados a acompanhar o encerramento das urnas e recebem um documento impresso contendo o extrato dos votos. Esse boletim possui um código de leitura rápida, o QR Code, que permite a conferência dos dados por meio do aplicativo de celular conhecido como BU na Mão.

Regras rígidas na cabine de votação

A respeito dos procedimentos no dia do pleito, o dirigente máximo do tribunal reforçou a proibição do uso de aparelhos eletrônicos na cabine de votação. A medida serve para resguardar o preceito constitucional que garante o caráter secreto e direto da escolha de cada cidadão.

Por fim, a autoridade máxima do Judiciário eleitoral lembrou que a Carta Magna assegura o sufrágio universal a todos os habitantes do país. Para garantir que essa prerrogativa seja cumprida integralmente, equipes especializadas foram mobilizadas para buscar em suas residências e transportar até os locais de votação pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e habitantes de regiões isoladas, abrangendo comunidades quilombolas e aldeias indígenas devidamente cadastradas.