As eleições deste domingo representaram um duro golpe para o PT, que viu quatro de seus principais nomes sofrerem derrotas expressivas em diferentes regiões do país, enfraquecendo figuras históricas e estratégicas da legenda.
Disputas acirradas no Sul e Sudeste No Paraná, a presidente nacional da sigla e ex-ministra, Gleisi Hoffmann, terminou a corrida pelo Senado apenas na quarta colocação, acumulando 13,33% dos votos válidos. As vagas paranaenses ficaram com Filipe Barros, que liderou com 27,31%, e Deltan Dallagnol, com 25,19%, enquanto Alexandre Curi ocupou o terceiro posto com 16,78%.
A reviravolta no Rio de Janeiro A situação se repetiu no Rio de Janeiro com a parlamentar Benedita da Silva, uma das figuras mais tradicionais da legenda. Apesar de pesquisas eleitorais apontarem sua liderança na véspera do pleito, ela terminou na terceira posição com 20,20% dos votos, ficando atrás dos candidatos vitoriosos Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, que registraram respectivamente 26,79% e 24,58%. Pedro Paulo fechou o cenário na quarta colocação com 11,94%.
O impacto no Norte e na articulação do Congresso No Amapá, o revés atingiu a articulação governista com a derrota do senador Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso e ocupante do cargo desde 2011. Ele obteve 18,69% dos votos, sendo superado por Rayssa Furlan, que alcançou 29,81%, e Lucas Barreto, com 24,13%, garantindo assim as duas vagas em disputa.
A sequência negativa em São Paulo O cenário desfavorável se completou em São Paulo com o revés de Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual. O ex-ministro encerrou o pleito com 36,22% dos votos válidos, enquanto seu adversário conquistou a reeleição logo no primeiro turno com expressivos 62,85%. O resultado marca o quarto revés consecutivo de Haddad em pleitos majoritários, somando-se às tentativas anteriores em 2018 e 2022.
O alcance político do revés partidário O revés conjunto atinge gerações distintas e funções cruciais dentro da estrutura petista, desde a articulação legislativa até postos de comando nacional. O impacto recai sobre lideranças que iam desde figuras históricas até nomes cotados para a sucessão presidencial, redesenhando o peso político da legenda no cenário nacional.
















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