PL bate recorde e elege maior bancada da Câmara desde 1988

PL elege 121 deputados e tem maior bancada de um partido desde 1988; confira as demais siglas

Com 121 cadeiras garantidas nas urnas deste domingo (4), o PL alcançou um feito histórico na política nacional ao formar a maior bancada partidária na Câmara dos Deputados desde a promulgação da Constituição de 1988.

Crescimento expressivo e recorde histórico

O partido ampliou sua representação em 22 vagas em comparação com o pleito de 2022, quando havia eleito 99 parlamentares. Agora, a legenda controla 23,6% do total de 513 assentos da Casa legislativa.

Até então, a marca histórica pertencia ao MDB, que havia conquistado 108 deputados federais no pleito de 1990.

Desempenho dos candidatos e estados de destaque

A força da sigla nas urnas também se refletiu nos nomes mais votados do país. Os dois deputados federais com maior votação nacional pertencem à legenda: Nikolas Ferreira, em Minas Gerais, com impressionantes 3.119.318 votos, e Lucas Pavanatto, em São Paulo, que obteve 3.038.438 sufrágios.

Somados, os estados paulista e mineiro foram responsáveis por assegurar 40 vagas para a agremiação, sendo 21 parlamentares eleitos em solo mineiro e outros 19 no território paulista.

Como ficaram as outras bancadas partidárias

Outras legendas também movimentaram o cenário legislativo. O PT registrou leve alta, passando de 68 para 70 assentos, um crescimento de 2,9%. Por sua vez, a federação composta por União Brasil e PP somou 86 parlamentares, o que representa uma retração de 20 cadeiras frente aos 106 postos obtidos pelas duas siglas em 2022.

Entre os demais grupos políticos, o PSD foi de 42 para 43 nomes, enquanto o Republicanos manteve a estabilidade com 41 parlamentares. O MDB recuou de 42 para 37 lugares.

Já o Podemos avançou de 18 para 27, o Novo saltou de três para dez, o PCdoB subiu de seis para 11 e o PSB registrou leve alta de 14 para 15 deputados.

Na contramão, o PDT sofreu forte baixa, caindo de 17 para apenas seis representantes. O Solidariedade foi de sete para dois, o Avante recuou de sete para cinco e o PSDB diminuiu de 13 para 11 parlamentares.

O redesenho do parlamento brasileiro evidencia uma nova correlação de forças políticas, impulsionada pelo resultado expressivo do partido líder e pelas oscilações nas demais legendas tradicionais.