PF arquiva investigação sobre suposta interferência dos EUA Polícia Federal encerra apuração sobre suposta ingerência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Entenda o caso e a origem da denúncia. A Polícia Federal decidiu encerrar a investigação preliminar que apurava uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral do Brasil. O pedido de averiguação havia sido protocolado pela Advocacia-Geral da União dias antes, mobilizando os órgãos de inteligência da corporação. H2 Origem da denúncia e fundos internacionais H3 O papel da Advocacia-Geral da União A solicitação da AGU teve como base uma reportagem veiculada por um jornal britânico, que detalhava a existência do projeto norte-americano batizado de Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil. A iniciativa previa o repasse de cerca de R$ 5 milhões direcionados a opositores de supostos excessos do Poder Judiciário e da Suprema Corte nacional. H3 Valores e distribuição global dos recursos Os montantes citados integravam um pacote financeiro global de US$ 175 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 918 milhões, gerido pelo principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado norte-americano. Essa verba ampla contemplava, além do Brasil, ações em diversas outras nações. O planejamento financeiro internacional previa a destinação de US$ 40 milhões para um fundo com viés anticomunista. Adicionalmente, o programa contemplava suporte a um grupo sul-africano de defesa de direitos e premiações para aliados geopolíticos dos Estados Unidos situados na Europa. H2 Contexto político e sanções anteriores O episódio do financiamento ganhou relevo em um cenário em que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a enxergar movimentações de Washington como tentativas de influenciar a dinâmica eleitoral brasileira. As tensões diplomáticas recentes também envolveram medidas punitivas contra autoridades do judiciário brasileiro. Em julho de 2025, o governo norte-americano aplicou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, amparado pela Lei Magnitsky, como resposta à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe após o pleito de 2022. As penalidades, contudo, acabaram revogadas no mês de dezembro.
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