O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (5) para enviar parabéns ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pela votação expressiva no primeiro turno da disputa presidencial e manifestou apoio para a etapa decisiva da eleição.
Apoio internacional e laços diplomáticos
Na postagem oficial feita na rede social X, o líder israelense expressou o desejo de reatar os fortes laços de amizade entre as duas nações. A mensagem incluiu um voto direto de sucesso ao candidato brasileiro na corrida pelo Palácio do Planalto.
No primeiro turno do pleito, Flávio garantiu 47,03% dos votos válidos, superando o atual presidente Lula (PT), que registrou 45,16%. O confronto definitivo nas urnas foi agendado para o dia 25 de outubro. Entre o eleitorado brasileiro residente em território israelense, o senador obteve ampla vantagem, alcançando 74,29% da preferência contra 13,07% do adversário petista.
Histórico de proximidade política
A manifestação pública reforça os vínculos estreitos estabelecidos entre Tel Aviv e Brasília durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Em janeiro, o parlamentar brasileiro esteve reunido com o chefe de governo israelense em Jerusalém, durante um evento internacional focado no combate ao antissemitismo, ocasião em que debateram pautas bilaterais estratégicas.
As bases dessa aliança diplomática foram firmadas em março de 2019, logo no início da administração do ex-presidente brasileiro, que viajou a Israel e inaugurou um escritório comercial na cidade de Jerusalém. Meses antes, durante a convenção partidária do PL, o próprio Netanyahu já havia demonstrado respaldo por meio de um vídeo gravado, classificando o candidato como um defensor dos laços entre os países.
Tensões com a atual gestão brasileira
Em contrapartida, a administração liderada por Lula acumulou episódios de desgaste diplomático com o governo israelense. Em 2023, declarações do presidente comparando operações militares na Faixa de Gaza ao Holocausto deflagraram uma crise bilateral. O reflexo prático ocorreu em fevereiro de 2024, quando o mandatário do país do Oriente Médio foi declarado “persona non grata” após o Brasil endossar questionamentos jurídicos contra Israel no âmbito da ONU.
















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