O ex-presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta segunda-feira, 5, seu apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial. O pleito decisivo ocorrerá em 25 de outubro, colocando o candidato do PL em disputa direta contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os argumentos para a aliança
Em publicação nas redes sociais, o ex-chefe do Executivo justificou que o pleito inicial demonstrou a vontade da população por “novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”. Para o emedebista, essa atmosfera de renovação está representada na figura de Flávio, resumindo sua posição no slogan “Reconexão é Flávio”. Ele também mencionou a recente transformação no perfil do Congresso Nacional e do Senado Federal como fatores determinantes para a escolha.
A relação histórica com Alexandre de Moraes
O endosso de Temer ao senador gera repercussão nos bastidores políticos devido ao histórico de suas indicações públicas. Foi durante a gestão do ex-presidente que Alexandre de Moraes foi alçado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2017, para ocupar a vaga deixada pelo falecido ministro Teori Zavascki.
Atualmente, Flávio Bolsonaro atua ativamente na oposição a Moraes, tendo protocolado um pedido de impeachment do magistrado no Senado em 1º de setembro, sob a acusação de cometimento de crime de responsabilidade.
Cenário eleitoral e histórico político
No primeiro turno da disputa, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, superando Lula, que registrou 45,16%.
Vale lembrar que Michel Temer chegou ao poder nacional como vice-presidente nas chapas vitoriosas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, assumindo a cadeira presidencial em 2016 após o processo de impedimento da petista, mandato que concluiu no fim de 2018. Desde então, ele adotou distância do grupo político anterior, enquanto o MDB optou por manter neutralidade, sem oficializar diretriz nacional para o segundo turno.
















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