O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), que concorre ao Senado pelo Rio Grande do Sul, anunciou na noite de quinta-feira, 1º, que votará em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República já no primeiro turno das eleições. O parlamentar, que antes planejava apoiar Romeu Zema, candidato de sua própria legenda ao Planalto, revelou a mudança de posição durante uma transmissão ao vivo.
Apelo pela união da legenda em torno de Flávio
Durante a live Sem Censura, apresentada por Flávio Bolsonaro logo após o cancelamento do debate da TV Globo, Van Hattem justificou a urgência da decisão. “Chegou o momento de dizer: tem de ser em primeiro turno, tem de ser no domingo, porque mais três semanas nas mãos desse STF, o Brasil pode não durar”, declarou o parlamentar.
O deputado aproveitou para incentivar outros correligionários a adotarem a mesma postura. Embora tenha feito elogios a Romeu Zema, a quem chamou de “grande cara”, Van Hattem expressou o desejo de que o governador mineiro e o restante do partido sigam rumo semelhante na disputa presidencial.
Movimento de adesão dentro do Partido Novo
A decisão do candidato ao Senado amplia um movimento que já vinha sendo adotado por outros nomes importantes da sigla. Candidatos como Marina Helena, postulante à Câmara dos Deputados por São Paulo, e Sebastião Coelho, que concorre ao Senado pelo Distrito Federal, também declararam apoio antecipado a Flávio.
No cenário fluminense e gaúcho, a tendência se repete. Felipe Camozzato, concorrente a deputado federal no Rio Grande do Sul, passou a utilizar materiais de campanha ao lado do senador, com o aval da direção partidária para modificar as peças publicitárias. Até então, embora mantivesse proximidade com Flávio, Van Hattem ainda não havia se engajado ativamente na campanha oficial de Zema.
Cancelamento de debate após decisões do TSE e STF
A reviravolta no posicionamento político ocorreu em meio ao cancelamento do último debate televisivo antes do pleito. A emissora organizadora optou por anular o evento após receber decisões judiciais de última hora que modificavam o formato previamente acordado com as legendas partidárias.
A ministra Estela Aranha, integrante do Tribunal Superior Eleitoral, acatou um pedido da coligação do candidato rival e proibiu a exibição de um púlpito vazio para representar o candidato ausente, além de vetar questionamentos direcionados ao político que faltasse. Paralelamente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão obrigatória de outro candidato no evento.
Diante das interferências nas regras estabelecidas, os principais concorrentes declinaram da participação, o que levou a emissora a cancelar definitivamente a transmissão do programa.
















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