O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou publicamente seu apoio à candidatura de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados por Goiás.
Mensagem em vídeo e ligação histórica com o partido
Em uma gravação divulgada nesta segunda-feira, 28, que carrega a identidade visual da campanha do ex-tesoureiro, Lula solicita um “voto especial” para o aliado. Na peça, o chefe do Executivo classifica o correligionário como alvo da “maior perseguição já feita na história” e argumenta que ele tem o direito de “recuperar sua dignidade”, associando diretamente sua imagem à do candidato com o slogan “quem vota em mim, vota em Delúbio 1390”.
Fundador da legenda e figura presente em campanhas presidenciais históricas ao lado de Lula, Delúbio busca agora retornar aos cargos eletivos. O chefe do Estado brasileiro também manifestou respaldo recentemente ao ex-ministro José Dirceu, que concorre a deputado federal por São Paulo, definindo a possível vitória do ex-colega de governo como uma “reparação histórica”.
Histórico de condenações e anulações judiciais
O passado político e judicial do candidato envolve passagens marcantes pela Justiça. Em 2013, o Supremo Tribunal Federal impôs pena de seis anos e oito meses de prisão por corrupção ativa, além de condenação por formação de quadrilha, posteriormente anulada pela mesma corte em 2014, em processo derivado do esquema de desvios para compra de apoio político no Congresso.
Posteriormente, em março de 2016, o ministro Luís Roberto Barroso concedeu o perdão da pena após manifestação favorável do Ministério Público Federal, embasado em registros de boa conduta carcerária. Ao todo, o ex-tesoureiro cumpriu dez meses referentes a essa sentença sem ocorrências desabonadoras.
Outro capítulo jurídico ocorreu no âmbito da Operação Lava Jato, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região sentenciou o petista por lavagem de dinheiro em 2017, elevando a sanção penal para seis anos no ano seguinte. Contudo, em março de 2023, o Superior Tribunal de Justiça invalidou completamente esta condenação ao determinar que a competência para julgar o caso era da Justiça Eleitoral, por conexões com crimes de caixa dois. Considerando o período total em celas e regimes intermediários, o político permaneceu preso por aproximadamente dois anos e três meses.
















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