Inflação a 3% é o melhor caminho para cortar juros

Solange Srour

Alcançar uma taxa de inflação de 3% representa a estratégia mais eficiente e segura para viabilizar uma queda sustentável na taxa de juros da economia nacional. A avaliação aponta que a estabilização de preços no centro da meta é um pré-requisito fundamental para dar previsibilidade ao mercado financeiro e abrir espaço para a flexibilização monetária.

O papel da inflação na política monetária

Especialistas em macroeconomia reforçam que a credibilidade na condução da política econômica depende diretamente da ancoragem das expectativas inflacionárias. Quando o custo de vida se mantém controlado dentro do patamar estabelecido pelo Banco Central, o prêmio de risco exigido pelos investidores diminui consideravelmente.

Impactos na economia real

Com o arrefecimento das pressões inflacionárias rumo ao alvo de 3%, o Comitê de Política Monetária (Copom) ganha margem de manobra para iniciar ou aprofundar o ciclo de cortes na taxa Selic. Essa dinâmica favorece diretamente o barateamento do crédito para empresas e consumidores.

O controle rigoroso dos preços reduz a corrosão do poder de compra da população, gerando um ambiente propício para a retomada dos investimentos produtivos e para o crescimento sustentável do Produto Interno Bruto (PIB) a médio e longo prazos.

Portanto, consolidar a inflação na meta estabelecida não é apenas um objetivo técnico, mas a principal chave para destravar um cenário de juros mais baixos e economia aquecida no Brasil.