O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis está prestes a lançar diretrizes inéditas para inserir a avaliação de riscos climáticos nos processos de liberação de grandes obras no país.
Mudança na fiscalização ambiental O pacote inclui três guias voltados para a adaptação de hidrelétricas, terminais portuários e redes de transmissão frente às previsões de secas rigorosas e tempestades severas impulsionadas pelo aquecimento do Pacífico.
Embora o cumprimento das diretrizes não seja inicialmente obrigatório para os empreendedores, o órgão ambiental sinaliza que a exigência por práticas sustentáveis e preventivas será cada nova regra no setor.
Visão de longo prazo De acordo com especialistas do órgão federal, a análise passa a abandonar dados meteorológicos do passado para focar em projeções futuras de longo prazo fornecidas por painéis científicos internacionais.
A meta principal é elevar a resistência das estruturas diante de eventos climáticos extremos, mitigando ameaças diretas à biodiversidade local e às comunidades vizinhas durante a vida útil das instalações.
Novos setores na mira do governo A expectativa governamental é que as recomendações sirvam de modelo para órgãos estaduais e municipais de licenciamento, preparando o terreno para futuras exigências legais aplicadas também a rodovias, ferrovias e mineradoras.
Atualmente, cerca de quinze projetos já testam as diretrizes de forma experimental, antecipando uma tendência que busca evitar estruturas vulneráveis a um clima global cada vez mais instável.




















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