Hospitais do Brasil entre os melhores do mundo em ranking global

Ranking: Brasil tem 33 hospitais entre os melhores do mundo

O setor de saúde brasileiro acaba de alcançar um feito expressivo no cenário internacional. Um total de 33 hospitais do país conquistou posições de destaque entre as melhores instituições médicas do planeta em pelo menos uma especialidade, de acordo com a edição de 2027 do prestigiado levantamento World’s Best Specialized Hospitals, desenvolvido pela revista norte-americana Newsweek em parceria com a empresa de pesquisas Statista.

Concentração geográfica dos centros de excelência

A distribuição dessas instituições de ponta no território nacional revela uma forte concentração na região Sudeste. Do total de 684 centros médicos listados em mais de 30 países, São Paulo abriga 21 dos hospitais brasileiros reconhecidos. O ranking também contempla unidades no Rio de Janeiro, que soma sete representantes, e em Porto Alegre, com duas instituições. Completam a lista as cidades de Belo Horizonte, Campinas e Curitiba, cada uma com um centro médico citado.

Destaques nacionais por especialidade médica

O estudo analisa 13 áreas distintas da medicina, incluindo cardiologia, oncologia, neurologia e pediatria, sem emitir uma nota geral, mas sim listas segmentadas. Entre as posições mais expressivas do Brasil, o Einstein Hospital Israelita se destacou ao alcançar o 8º lugar mundial em gastroenterologia e o 12º em cardiologia. Outro grande destaque é o Hospital Sírio-Libanês, que figura na 12ª posição em urologia e na 19ª em oncologia. Já o Instituto do Coração (InCor) garantiu o 14º lugar em cardiologia e o 22º em cirurgia cardíaca. Na área de nefrologia, o Hospital do Rim e Hipertensão apareceu na 19ª colocação, enquanto o A.C. Camargo Cancer Center obteve o melhor posto nacional na pediatria, ocupando o 41º lugar.

Metodologia e critérios de avaliação

Para definir as pontuações, a metodologia da pesquisa baseia-se em três pilares fundamentais. A reputação perante profissionais de saúde responde por 83,5% da nota total, reunindo mais de 42 mil recomendações individuais colhidas entre maio e junho. As certificações e acreditações correspondem a 10%, enquanto os PROMs (medidas de resultados relatados pelos pacientes, baseadas em questionários padronizados sobre qualidade de vida e sintomas) representam os 6,5% restantes, demonstrando a evolução na forma de avaliar a assistência médica.

Novidades e limitações do levantamento internacional

Nesta edição, o ranking introduziu a especialidade de nefrologia e ampliou o peso dos resultados informados pelos pacientes, reduzindo proporcionalmente o impacto da opinião de médicos. O número de instituições classificadas oscila conforme o setor avaliado — cardiologia e oncologia contam com 300 centros cada, enquanto outras áreas reúnem de 100 a 150 nomes. Os organizadores reforçam que a publicação serve como um panorama de desempenho setorial e não deve ser utilizada como a única ferramenta para decisões sobre tratamentos de saúde.