As despesas de campanhas políticas com anúncios no Facebook registraram um salto expressivo e mais do que dobraram em relação ao pleito anterior, ultrapassando a marca de R$ 261 milhões antes mesmo do encerramento do primeiro turno, conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Comparativo com eleições anteriores
Para efeito de comparação, em 2022 o montante investido em impulsionamento na mesma plataforma foi de pouco menos de R$ 130 milhões ao longo de todo o período eleitoral. O crescimento exponencial evidencia a migração massiva dos recursos de propaganda para o ambiente digital.
Diferenças entre registros oficiais e dados da Meta
No ranking oficial da Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro lidera o volume de recursos direcionados à rede social com R$ 7,5 milhões, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou pouco mais de R$ 2,5 milhões. Contudo, há divergências temporais nas atualizações das prestações de contas oficiais de cada candidato.
Por outro lado, a biblioteca de transparência da Meta apresenta um panorama diferente para o intervalo de 4 de julho a 1º de outubro. Nos registros da empresa de Mark Zuckerberg, Lula aparece no topo com R$ 10 milhões investidos, enquanto Flávio soma R$ 6,9 milhões no mesmo período.
Principais investimentos dos governadores
Considerando o intervalo de 90 dias monitorado pela gigante tecnológica, o total movimentado por políticos brasileiros em impulsionamentos chegou a quase R$ 220 milhões.
O ranking dos maiores investimentos na plataforma também inclui chefes de Executivo estaduais. Completam o grupo dos cinco maiores gastadores os governadores Elmano de Freitas (Ceará), com R$ 5 milhões; Raquel Lyra (Pernambuco), com R$ 3,3 milhões; e Tarcísio de Freitas (São Paulo), com R$ 3 milhões.
A forte alocação de recursos em redes sociais consolida a estratégia digital como prioridade absoluta nas disputas eleitorais brasileiras atuais, refletindo a busca por maior alcance de eleitores na internet.
















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