Cármen Lúcia vota em BH e defende papel da imprensa

Cármen Lúcia vota em colégio de Belo Horizonte

A ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), compareceu às urnas por volta das 8h deste domingo, 4, no Colégio Santo Agostinho, localizado na região centro-sul de Belo Horizonte (MG).

Recepção calorosa e elogio à imprensa

Ao chegar ao local de votação, a magistrada foi recebida com aplausos por eleitores, retribuindo o carinho com acenos e fotos antes de registrar seu voto.

Terminado o processo, a ministra conversou com os profissionais de comunicação presentes e fez questão de agradecer pelo trabalho da categoria, classificando a contribuição da imprensa para a democracia como superior à de qualquer outro poder.

Diálogo com estudantes e visão sobre a cidadania

Dias antes, na sexta-feira 2, a ministra esteve na Escola Estadual Pandiá Calógeras, situada no mesmo bairro, para um bate-papo com alunos do 9º ano sobre civismo e engajamento político.

Ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cargo que ocupou entre 2012 e 2013 e reassumiu para o biênio 2024-2026 como a primeira mulher a comandar o órgão, ela pontuou que o exercício democrático vai muito além da atuação de deputados e senadores no Congresso e nas assembleias.

Ainda na ocasião, a ministra enfatizou o peso que o voto tem no futuro da nação, declarando que o país dos próximos anos será construído pelas escolhas feitas nas urnas.

Atuação firme e papel na crise do STF

Nos últimos meses, a imagem da magistrada ganhou ainda mais projeção de firmeza e imparcialidade em meio aos conflitos internos na mais alta Corte do país. Durante uma tensa sessão extraordinária realizada em 15 de setembro, marcada por debates acalorados e divergências entre ministros, ela manteve-se inicialmente em silêncio.

Quando finalmente se pronunciou, seu discurso foi amplamente bem-recebido pela sociedade. Na ocasião, lamentou não ter conseguido apaziguar os ânimos no tribunal e admitiu estar em estado de “profunda consternação e tristeza” diante do cenário de desgaste institucional.

A reunião havia sido convocada para debater, entre outros pontos, um relatório que apontava uma suposta ligação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Durante os desdobramentos, a ministra votou para que o presidente da Corte, Edson Fachin, continuasse como relator do processo, além de defender a divisão e análise separada das petições da Polícia Federal sobre o caso Banco Master, que envolviam tanto Moraes quanto o ex-relator, André Mendonça.