Bastidores do TSE: como foi a articulação sobre fake news Descubra os bastidores das negociações no TSE que garantiram a manutenção da remoção de notícias falsas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. O julgamento que manteve a exclusão de conteúdos falsos associados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a Nossa Senhora Aparecida, concluído em uma quarta-feira (30), foi precedido por intensas negociações de bastidores entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O alinhamento entre STF e TSE
O desfecho começou a ser construído dias antes, quando os ministros Edson Fachin e Nunes Marques realizaram um encontro reservado no início da semana. O objetivo foi debater o impasse criado após críticas de membros do TSE a uma liminar concedida por Flávio Dino. Ficou acertado que a Justiça Eleitoral daria o primeiro veredito antes de qualquer análise posterior pelo Supremo Tribunal Federal.
Negociações e resistências no plenário virtual
Com a saída do tema da pauta do STF, as tratativas se concentraram no TSE. O relator André Mendonça liberou o processo, permitindo que Nunes Marques marcasse a sessão virtual. As conversas telefônicas entre os gabinetes duraram toda a manhã e se estenderam durante a votação, buscando um consenso entre as divergências apresentadas. A principal resistência à tese de Mendonça partiu do ministro Floriano de Azevedo Marques. Outros nomes, como Estela Aranha e o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva, também apresentaram divergências, mas demonstraram abertura para negociar concessões no acórdão.
A exceção que garantiu a maioria
Diante de sinalizações de apoio tanto para manter seu texto integral quanto para ajustes, coube ao relator tomar a decisão final. Mendonça optou por abrir uma exceção exclusiva para a publicação do humorista Antonio Tabet, mantendo a ordem de remoção para os demais links. Essa divisão estratégica rendeu ampla maioria ao relator, resultando em um placar final de 6 votos a 1. A incorporação de trechos defendidos por Cueva foi fundamental para atrair o apoio de ministros como Dias Toffoli e ajustar o voto de Estela Aranha. No fim, apenas Floriano de Azevedo Marques votou integralmente contra a tese vencedora.
















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