O candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Ângelo Coronel (Republicanos), afirmou que a vitória de ACM Neto (União Brasil) ao governo do estado está consolidada, podendo ser evitada apenas por uma grande reviravolta.
Expectativa para o pleito baiano
Durante entrevista concedida na última sexta-feira (18), o parlamentar destacou que o adversário acumulou bagagem política nos últimos anos, o que fortaleceria suas chances. Para Coronel, a disputa estadual deve se encerrar logo no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, embora admita possíveis oscilações até a data da votação.
O senador também questionou a volatilidade das pesquisas eleitorais na região, classificando o cenário político atual como imprevisível devido à discrepância nos levantamentos divulgados em curtos períodos de tempo.
Relação com o governo federal e antigos aliados
Ao abordar sua trajetória em Brasília, Coronel pontuou que apoiou expressiva parte das pautas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. No entanto, o candidato relatou que encontrou barreiras e uma espécie de “blindagem” por parte de figuras como o ex-governador Rui Costa para impedir uma aproximação direta com o chefe do Executivo federal.
Sobre as críticas de traição após deixar a base governista, o político rebateu os ataques. Ele argumentou que buscou apenas assegurar seu direito constitucional de disputar a reeleição pela própria legenda após perder espaço na chapa majoritária, garantindo estar tranquilo e sem ressentimentos em relação ao antigo grupo político.
Projeção para o Senado e cenário nacional
Confiante em sua própria campanha, o senador atribuiu seu otimismo ao histórico de atuação parlamentar voltada para o apoio aos municípios baianos e à mobilização de suas bases tradicionais pelo estado.
No panorama nacional, Coronel apontou uma percepção de desgaste da atual gestão e mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL), com quem mantém laços de amizade, como um expoente do desejo de renovação do eleitorado brasileiro.




















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