Eduardo Bolsonaro diz que STF pode contestar eleição de Flávio em 2026

Eduardo diz que STF pode contestar eventual vitória de Flávio

Durante uma agenda oficial realizada em Washington nesta quinta-feira, 17, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou que magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam recusar o resultado de uma eventual vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, na disputa presidencial de 2026.

Articulação com o governo norte-americano

A declaração foi feita ao lado do comentarista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos. Na ocasião, a dupla relatou manter diálogos constantes com representantes da gestão de Donald Trump, defendendo publicamente a imposição de punições internacionais contra autoridades da Suprema Corte do Brasil.

Eduardo fundamentou sua hipótese em atritos recentes ocorridos entre ministros da corte brasileira durante sessões de julgamento. Para ele, tais divergências públicas poderiam ser utilizadas estrategicamente para construir uma narrativa de contestação ao pleito eleitoral futuro.

Exigências dos Estados Unidos e o cenário de 2026

No mesmo contexto, o ex-parlamentar abordou um documento entregue por autoridades norte-americanas ao governo brasileiro em 2025, no qual constavam 21 requisições. Entre os pontos levantados, exigia-se a garantia de eleições livres e justas, além da permissão para que opositores considerados exilados ou perseguidos pudessem concorrer ao pleito.

Enquanto Eduardo celebrou as diretrizes impostas por Washington, o governo brasileiro adotou uma postura de rechaço absoluto. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as demandas como inaceitáveis, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou o documento como um assunto encerrado.

Pressão internacional e alvos de sanções

A dupla de brasileiros nos EUA reiterou o propósito de intensificar conversas com líderes estrangeiros para viabilizar medidas restritivas e sanções individuais contra ministros específicos, citando nominalmente nomes como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

As movimentações ocorrem em um momento de acirramento institucional no Brasil, marcado por debates internos no Judiciário e tensionamentos políticos que continuam repercutindo no cenário diplomático internacional.