Os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram nesta segunda-feira (5) uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal solicitando que o ministro Alexandre de Moraes permita que o senador Flávio Bolsonaro visite o pai. O pedido ocorre logo após o parlamentar avançar para o segundo turno da corrida presidencial contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pleito agendado para o dia 25 de outubro.
Fim das restrições e justificativa da defesa
A proibição de encontros entre pai e filho foi estabelecida por Alexandre de Moraes no mês de julho e tem término previsto para o dia 11 de outubro. Na época da sanção, o magistrado entendeu que o senador atuou como intermediário para a propagação de um pronunciamento com teor político-eleitoral redigido pelo ex-presidente.
Na nova manifestação jurídica, a equipe legal requer, como principal objetivo, a retomada do formato padrão de visitas. Os defensores sustentam que o intervalo decorrido desde a imposição das penalidades é considerável e que nenhum fato novo ocorreu para sustentar a prorrogação da medida restritiva.
Pedido alternativo para encontro familiar
Como alternativa caso o pedido principal seja negado, os advogados pleiteiam a liberação de apenas uma visita extraordinária antes da data oficial de encerramento da suspensão. Conforme o documento apresentado, o encontro teria cunho estritamente familiar e ocorreria em dia e horário ajustados antecipadamente com a unidade onde o político cumpre prisão domiciliar.
A determinação original de julho, com duração de 90 dias, foi motivada pela publicação de uma carta redigida pelo ex-presidente na qual indicava o filho como seu representante na campanha eleitoral. Na ocasião, o ministro apontou violação das cautelares que impedem o uso de redes sociais, ainda que por interposta pessoa.
A expectativa da defesa agora recai sobre a análise do ministro relator para definir se o senador poderá rever o pai antes da votação decisiva de outubro.




















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