Flávio Bolsonaro e Moro pedem votos para Deltan Dallagnol

Flávio e Moro pedem votos para Deltan mesmo com candidatura barrada pelo TSE

Na véspera do primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro e Sergio Moro intensificaram a mobilização política e pediram publicamente votos para Deltan Dallagnol. A movimentação ocorreu mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral barrar o registro do ex-procurador para a disputa ao Senado pelo Paraná.

Apoio político mantido nas redes sociais

Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro orientou seus eleitores no estado paranaense a votarem em sua candidatura presidencial e a escolherem o número 300 para o Senado. Na mesma linha, Sergio Moro utilizou suas plataformas digitais para reforçar o endosso ao aliado e também sugerir o voto em Filipe Barros para a segunda vaga em disputa na mesma chapa.

Filipe Barros manifestou repúdio à medida da Justiça Eleitoral e informou que a defesa jurídica trabalhava intensamente para derrubar a sentença. O próprio Deltan classificou o veto como uma injustiça e conclamou a base de eleitores a confirmarem seu número na urna eletrônica.

Decisão e impactos na urna eletrônica

A controvérsia jurídica ganhou novos contornos quando o ministro Floriano de Azevedo Marques anulou uma sentença anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que havia garantido o aval à candidatura. O magistrado entendeu que o político já estava enquadrado em hipótese de inelegibilidade firmada pela Corte em 2023, quando teve seu mandato de deputado federal cassado por deixar o Ministério Público Federal em meio a investigações administrativas.

Como o sistema eletrônico de votação já estava fechado e preparado para o pleito, a foto e o número do candidato continuaram visíveis aos eleitores. A Justiça Eleitoral esclarece que, em situações de registro indeferido com recurso pendente, os sufrágios computados ficam em situação sub judice, podendo ser convalidados caso a defesa obtenha sucesso nos tribunais superiores.

A situação eleitoral definitiva no Paraná segue dependendo da análise dos recursos apresentados pela defesa do ex-procurador no plenário do TSE.