A captação nacional de leite atingiu um patamar histórico em 2025, alcançando a marca de 36,7 bilhões de litros. O volume representa uma expansão de 2,7% na comparação com o ano anterior, consolidando o terceiro ano consecutivo de crescimento no setor pecuário brasileiro.
Avanço na produtividade com menos animais
O desempenho surpreendente ocorreu mesmo diante de uma retração de 2,7% no volume de vacas ordenhadas no país, totalizando 14,7 milhões de matrizes. Os dados integram a Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Historicamente, o quantitativo de animais em lactação vem apresentando tendência de baixa desde 2011, quando atingiu o ápice de 23,2 milhões de cabeças. O cenário atual demonstra que o crescimento no volume final é fruto direto do ganho de eficiência nas fazendas leiteiras.
Fatores que impulsionaram o setor
A média de produção por animal saltou 5,6%, atingindo a marca inédita de 2.498,7 litros por vaca ao ano. Entre os principais motivos para essa evolução estão o clima favorável, os investimentos contínuos em melhoramento genético e a reestruturação da atividade.
Com a exigência de maior aporte tecnológico e financeiro, produtores menores ou menos especializados têm deixado a atividade, abrindo espaço para operações mais profissionalizadas e capitalizadas.
Liderança regional e estados destaques
Geograficamente, a região Sul do país se destaca pelo topo do ranking de eficiência, registrando uma média de 4,3 mil litros por animal ao ano. Em termos de volume total, o Sul responde por 34% de tudo o que é produzido no território nacional, seguido de perto pelo Sudeste, com 33,5%.
Entre os estados, Minas Gerais mantém a hegemonia isolada como a maior bacia leiteira do país, respondendo sozinha por 10,1 bilhões de litros dos 36,7 bilhões totais. No recorte municipal, a cidade paranaense de Castro lidera o ranking nacional com uma produção expressiva de 532,8 milhões de litros anuais.
Impacto econômico e panorama da pecuária
O valor bruto gerado pela atividade leiteira no Brasil chegou a R$ 89,5 bilhões, registrando acréscimo de 2,3% em relação ao ciclo anterior. O preço médio do litro comercializado ao produtor manteve-se estável em R$ 2,44. Desse total coletado, cerca de 75,2% foram destinados diretamente às indústrias de beneficiamento.
No cenário mais amplo da pecuária nacional, o valor total da produção atingiu R$ 141,2 bilhões em 2025, alta de 6,2%, sendo o leite responsável por mais de 63% desse montante. Enquanto isso, o rebanho bovino geral recuou para 234,3 milhões de cabeças, reflexo do ciclo pecuário e do ritmo de abate de matrizes nos anos precedentes.
















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