Um adesivo com a frase “Palestina Livre, do rio ao mar” foi colocado sobre a placa oficial da Rua Estado de Israel, na capital paulista, pelo ativista Thiago Ávila no último domingo, 20. A intervenção replicou a identidade visual da sinalização urbana e teve ampla repercussão nas plataformas digitais.
Repercussão política e o fator religioso O ato ocorreu exatamente no início do Yom Kippur, data de maior solenidade no calendário judaico, que em 2026 teve início ao pôr do sol de domingo e encerramento na noite de segunda-feira, 21, período dedicado a jejuns e preces.
Manifestações de autoridades locais O vereador paulistano Rubinho Nunes (União) utilizou uma rede social para reprovar veementemente a atitude. Para o parlamentar, a escolha da data e do local configurou uma manifestação de caráter discriminatório e uma provocação intencional contra a comunidade judaica durante o feriado religioso.
Histórico do ativista e eleições Conhecido por sua militância em prol da causa palestina, Thiago Ávila esteve envolvido na tentativa de alcançar a Faixa de Gaza em abril por meio da missão naval Global Sumud Flotilla. Na ocasião, a embarcação foi interceptada por militares de Israel, resultando em sua detenção por quase duas semanas e posterior deportação ao Brasil em maio. Atualmente, ele concorre a uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo partido Rede Sustentabilidade nas eleições de 2026.
Outras iniciativas em debate no estado O episódio soma-se a outras movimentações no cenário político paulista ligadas ao mesmo contexto geopolítico. Em Santos, por exemplo, tramita uma proposição da vereadora Débora Camilo (Psol) que visa alterar o nome da Praça Estado de Israel para Praça Jornalistas Palestinos, mantendo o tema em evidência no debate legislativo municipal.
O episódio na capital paulista ilustra como desdobramentos de conflitos internacionais continuam a repercutir no cenário político nacional, polarizando debates públicos e movimentando autoridades de diferentes matizes partidárias.
















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