Anvisa proíbe remédio oncológico e botox falsificados

Anvisa determina apreensão de medicamentos falsificados contra câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ordenou o recolhimento imediato e a proibição da venda de remédios contra o câncer e produtos com toxina botulínica falsificados. A determinação preventiva foi divulgada no Diário Oficial da Union e tem validade imediata em todo o território nacional.

Alerta para pacientes oncológicos O medicamento Phesgo, utilizado no combate ao câncer de mama HER2-positivo, está entre os alvos da ação fiscalizadora.

A restrição atinge especificamente o lote B5011B05, com fabricação datada de junho de 2025. O alerta foi emitido após a própria farmacêutica Roche comunicar o órgão regulador sobre a circulação de unidades fraudulentas com essa mesma numeração no mercado.

Irregularidades em toxina botulínica Além dos antitumorais, a reguladora federal também baniu a comercialização e o uso do Dysport 500 U, conhecido popularmente como botox.

A interdição recai sobre os lotes P08191, P08192 e P22368. A fabricante responsável, Beaufour Ipsen, declarou formalmente que não reconhece a legitimidade dessas três séries encontradas no comércio.

Prazos de validade adulterados Os itens irregulares da toxina botulínica apresentavam datas de vencimento suspeitas para os meses de abril, maio e fevereiro do ano de 2029, o que levantou ainda mais suspeitas sobre a origem ilícita.

As medidas adotadas pelo órgão de controle visam proteger a saúde pública contra os riscos graves associados ao uso de substâncias clandestinas e sem garantia de procedência.