Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social que comparecerem às urnas nas eleições de 2026 poderão ter o voto validado como prova de vida automática, de acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Como funciona a comprovação de vivência
O procedimento de prova de vida é obrigatório para garantir que aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios assistenciais continuem recebendo seus pagamentos regularmente. O processo tem passado por modernizações para evitar deslocamentos desnecessários.
Hoje em dia, a checagem é realizada prioritariamente de maneira automatizada, por meio do cruzamento de bases de dados governamentais. A possibilidade de utilizar a votação como atestado de comparecimento está amparada pela Portaria INSS nº 1.408/2022 e respeita as diretrizes de proteção de dados pessoais e a Resolução-TSE nº 23.656/2021.
O que acontece com quem não votar?
O TSE reforça que os cidadãos que optarem por não comparecer às urnas não sofrerão bloqueio em seus pagamentos por esse motivo específico. Nenhuma penalidade direta será aplicada a quem faltar à eleição no que tange aos benefícios previdenciários.
Para esses casos, o órgão previdenciário recorre a outras ferramentas, como o Sistema de Informação de Registros de Óbitos e registros de atendimento em órgãos públicos, emissão de novos documentos ou movimentações financeiras monitoradas pelo governo.
Balanço de edições anteriores
O aproveitamento de dados eleitorais já demonstra eficácia em pleitos passados. Durante as eleições municipais de 2024, a Justiça Eleitoral mapeou eventos referentes a 20,9 milhões de segurados da autarquia, o que viabilizou a atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida sem qualquer burocracia para os cidadãos.
Dessa forma, o segurado só é convocado a realizar um procedimento presencial ou digital específico caso nenhuma outra fonte oficial consiga atestar que ele está vivo no sistema.
















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