O ex-banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Na nova tratativa de acordo, ele aponta os dirigentes do União Brasil, ACM Neto e Antônio Rueda, como cobradores de uma comissão de 10% sobre aportes financeiros direcionados ao Banco Master.
Captação de recursos públicos
Segundo o relato do ex-banqueiro, os dois políticos teriam intermediado a atração de R$ 2 bilhões vindos de fundos e institutos de previdência estaduais do Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, além da companhia estadual de águas Cedae. O valor percentual mencionado representaria o montante de R$ 200 milhões em vantagens indevidas, embora o documento não especifique o montante efetivamente repassado. Os órgãos de investigação ainda avaliam os termos apresentados na proposta.
Esquema de repasses e investigação
Para o controle dos valores, Vorcaro sustenta que mantinha uma estrutura de conta-corrente gerencial. A dinâmica incluiria transferências em espécie e a celebração de contratos com empresas associadas a ACM Neto e com o escritório de advocacia Rueda & Rueda.
Investigações de quebra de sigilo detectaram R$ 6,4 milhões transferidos ao escritório de Rueda entre os anos de 2022 e 2025. Paralelamente, uma consultoria vinculada a ACM Neto obteve R$ 5,4 milhões no intervalo de 2023 a 2025.
Balanço de investimentos e defesa
Documentos oficiais indicam um volume ainda maior de aplicações, somando R$ 3,62 bilhões no total. Desse montante, R$ 2,97 bilhões vieram da Rioprevidência, R$ 400 milhões da Amprev, R$ 200 milhões da Cedae e R$ 50 milhões da Amazonprev, embora a delação não aponte condutas diretas dos investigados dentro das autarquias públicas.
Em resposta às denúncias veiculadas, ACM Neto repudiou o teor das acusações, classificando-as como inverídicas e absurdas. Por sua vez, Antônio Rueda também refutou qualquer envolvimento em práticas ilícitas relacionadas ao caso.















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