Com a crescente participação de brasileiros com 60 anos ou mais no setor de turismo, a contratação de uma apólice adequada tornou-se um passo fundamental para garantir tranquilidade em roteiros nacionais e internacionais. Conforme um levantamento do Ministério do Turismo divulgado em 2022, esse público já responde por aproximadamente 15% dos viajantes domésticos e 10% dos turistas que vão para o exterior.
Envelhecimento da população impulsiona o setor Esse avanço caminha junto com uma profunda transformação demográfica no país. Informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a parcela da população com 60 anos ou mais saltou de 22 milhões para 34,1 milhões entre os anos de 2012 e 2024, registrando um salto expressivo de 53,3%. Com o aumento contínuo da expectativa de vida, a tendência é que esse grupo demográfico viaje cada vez mais, elevando a procura por coberturas específicas.
Critérios essenciais na escolha da apólice Especialistas no setor de assistência ao viajante apontam que o público da terceira idade precisa analisar minuciosamente diversos fatores antes de fechar o contrato. Entre as recomendações principais estão checar o valor destinado à cobertura médica, observar os limites máximos de idade permitidos pela seguradora e verificar se o plano contempla doenças preexistentes, confirmando também se a Despesa Médica Hospitalar (DMH) para essa finalidade opera de forma independente.
Custos e restrições etárias Outro elemento crucial diz respeito às normas de idade estabelecidas por cada operadora. Como cada empresa possui diretrizes próprias, é imprescindível confirmar se a idade do cliente é aceita e se existem condicionantes contratuais. No quesito financeiro, a orientação é não optar unicamente pelo menor preço. Para viajantes sêniores, contar com uma assistência médica robusta evita desembolsos astronômicos em situações de emergência, sendo vital certificar-se de que os custos com repatriação sanitária e atendimento médico não sofrem limitações cruzadas.
Cuidados com remédios e suporte no idioma A rotina de cuidados com a saúde também demanda organização prévia. A recomendação é que os passageiros levem consigo todas as receitas e especificações de fármacos de uso contínuo, visto que os remédios de rotina não entram na cobertura do seguro. Contudo, crises agudas decorrentes de condições preexistentes contam com suporte médico conforme as regras contratuais. Além disso, dispor de uma central de atendimento que funcione inteiramente em português faz toda a diferença para simplificar a comunicação durante uma emergência fora do país.
Perspectivas para o mercado sênior Para os próximos anos, a projeção é de alta contínua na demanda por apólices focadas no público idoso, impulsionada pelo dinamismo da terceira idade no turismo. Diante desse cenário, as empresas do setor precisam investir em produtos transparentes, suporte humanizado em português e proteções sob medida para atender com excelência a esse perfil de consumidor.

