Divulgada nesta quarta-feira (14), a primeira pesquisa Quaest do segundo turno foi recebida com otimismo pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 54% de rejeição, ficando um ponto percentual acima do petista, que pontuou 53% nesse quesito.
Cenário de empate técnico
No que tange à intenção de votos, os concorrentes aparecem tecnicamente empatados, com o parlamentar na liderança numérica com 46% contra 44% do representante do PT. Os números corroboram as projeções obtidas em levantamentos internos realizados pela própria legenda governista.
Apesar da desvantagem numérica para o atual chefe do Executivo, membros da base governista interpretam os dados como sinal de que a estratégia adotada está “funcionando”. Para esta etapa da disputa, a sigla direcionou esforços para intensificar a rejeição ao adversário, vinculando sua imagem a condenados por milícia, à gestão anterior e a riscos de interrupção em programas sociais — narrativa veementemente contestada pela equipe bolsonarista, que se declara vítima de “fake news”.
Indicadores de governo e próximos passos
O partido também identificou maior alinhamento entre suas sondagens internas e os institutos externos. No primeiro estágio do pleito, o acompanhamento interno indicava o petista à frente, divergindo do desfecho apurado nas urnas.
Outro ponto favorável destacado ocorreu na modalidade espontânea, onde a vantagem do candidato do PL despencou para apenas um ponto, registrando 43% a 42%. Além disso, a administração federal observou variações positivas na percepção pública, com queda na desaprovação de 49% para 48% e recuo da avaliação negativa de 42% para 40%, enquanto a aprovação avançou para 45%.
Apesar do cenário favorável, colaboradores ponderam que a pesquisa é “só um passo” e que Flávio segue na frente. A prioridade estratégica permanece focada na disputa de rejeição, explorando comparações de trajetórias e a trajetória política do opositor por meio de peças publicitárias.
A discussão em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) para extinguir a escala 6×1, somada a novas iniciativas econômicas do governo, pode influenciar o julgamento popular. Contudo, aliados mantêm cautela sobre a eficácia dessas medidas diante do curto período restante até o encerramento do pleito.

