Policiais civis são presos suspeitos de propina do PCC em SP

Policiais civis são presos por propina do PCC

A Justiça paulista decretou nesta quarta-feira, 7, a prisão preventiva de dois policiais civis acusados de aceitar uma propina de R$ 1 milhão paga pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Como funcionava o esquema de corrupção

De acordo com as investigações, a quantia milionária foi entregue aos agentes para que eles interrompessem o andamento de um inquérito policial. Com a paralisação das apurações, a polícia deixou de identificar outros membros da organização criminosa no estado de São Paulo.

O papel do intermediário no caso

A negociação ilícita contou com a participação de um advogado, apontado como o responsável por fazer a ponte entre o integrante da facção e os servidores públicos. Ao saber que havia um mandado de prisão em aberto contra si, o profissional se entregou às autoridades na cidade de Arujá. Até o momento, as defesas dos suspeitos não se manifestaram sobre as acusações.

Provas em vídeo e o avanço da Justiça

Um dos principais elementos da investigação foi uma videochamada gravada em maio de 2024, na qual os envolvidos discutem o pagamento do suborno em troca do arquivamento das investigações. Cumprindo o acordo ilícito, a própria Polícia Civil encerrou o caso sem novos indiciamentos poucos meses depois, em julho daquele ano.

Embora a primeira instância tenha rejeitado a denúncia inicial sob o argumento de falha formal na gravação, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu com sucesso. A 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reverteu a decisão.

O relator do processo, desembargador Pinheiro Franco, ordenou o aceite da denúncia por corrupção ativa majorada, restabeleceu as ordens de prisão preventiva e suspendeu o segredo de justiça que ocultava a identidade dos réus.