O economista Adolfo Sachsida, responsável pela área econômica da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), descartou nesta quinta-feira, 8, a venda de três gigantes estatais caso o candidato vença o pleito: a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Garantias para funcionários de estatais
Em vídeo publicado na rede social X, o ex-ministro de Minas e Energia buscou tranquilizar os empregados das instituições públicas. Segundo ele, as companhias continuarão sob o controle da União, com foco voltado para a melhoria da governança e da gestão interna, sem qualquer plano de desestatização.
Manutenção dos programas sociais
Além de afastar a venda das empresas públicas, a campanha assumiu o compromisso formal de preservar e fortalecer as iniciativas de transferência de renda. Entre os pontos citados estão o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.
Ajuste fiscal focado em supersalários
Para equilibrar as contas públicas, a equipe econômica estipulou uma meta de ajuste equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa cerca de R$ 200 bilhões. O plano prevê que o corte de gastos recaia sobre os chamados excessos da administração federal, como remunerações do serviço público que chegam a R$ 200 mil mensais, patamar classificado pelo economista como incompatível com a máquina estatal.
Corte de ministérios e burocracia
O projeto econômico também contempla uma estrutura de governo mais enxuta, pautada pela redução no número de pastas ministeriais e pelo corte de despesas supérfluas. Embora não tenha detalhado quantas secretarias seriam extintas, o representante da campanha apontou que o setor privado também será beneficiado com propostas de desburocratização e alívio tributário.
Servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997, Sachsida encerrou a mensagem reforçando que a reorganização fiscal será conduzida por profissionais qualificados, com o intuito de restabelecer o equilíbrio das contas do país sem descumprir os compromissos sociais assumidos com os cidadãos.
















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