Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o chefe de supervisão do Banco Central, Belline Santana, teria recebido repasses financeiros de até R$ 760 mil. Os valores estariam ligados ao esquema investigado em torno do Banco Master e teriam sido direcionados ao servidor público por intermédio de intermediários.
Documentos sigilosos revelam esquema
Os dados vieram a público após a quebra de sigilo de diversos documentos determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida atendeu a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin, abrangendo cerca de 15 procedimentos distintos vinculados às operações sob escrutínio.
Mensagens detalham repasses milionários
Registros obtidos nas comunicações apreendidas mostram diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e colaboradores. Em janeiro de 2024, Fabiano Zettel mencionou valores pendentes destinados a Belline e confirmou que efetuaria os pagamentos.
Em outubro do mesmo ano, conversas apontam que uma quantia enviada a Leonardo Palhares seria repassada, na verdade, ao funcionário do Banco Central, totalizando R$ 760 mil. Outro diálogo, datado de dezembro de 2024 e envolvendo Ana Claudia Queiroz de Paiva, detalha a mesma rota de repasse por meio de Palhares.
Cobranças e novos valores identificados
A apuração policial também identificou novas cobranças e pendências financeiras. Em janeiro de 2025, uma lista enviada a Vorcaro trazia o nome do chefe de supervisão associado a uma quantia de R$ 750 mil.
Posteriormente, em setembro de 2025, os investigadores registraram a indicação de mais um aporte financeiro direcionado a Belline, avaliado desta vez em R$ 500 mil, consolidando o material probatório reunido pela Polícia Federal.
















Leave a Reply