A última pesquisa Datafolha, divulgada na véspera do primeiro turno, aponta uma eleição presidencial marcada pela alta consolidação do voto e por divergências marcantes no perfil do eleitorado brasileiro.
Cresce a convicção e o conhecimento dos candidatos
O levantamento indica um salto expressivo na certeza dos eleitores sobre a escolha nas urnas, índice que subiu de 82% para 87%. Esse cenário de voto consolidado é ainda mais intenso entre os apoiadores dos dois principais nomes da disputa.
Paralelamente, o domínio do número dos candidatos saltou de 78% para 86%. Entre os eleitores de Lula, essa taxa alcança 93%, ao passo que entre os partidários de Flávio Bolsonaro registra 91%. Esse fator é visto como estratégico, exercendo forte peso sobre o eleitorado de menor escolaridade.
Divisão por renda, escolaridade e faixa etária
A radiografia do pleito demonstra uma clara separação socioeconômica. Flávio Bolsonaro lidera numericamente entre quem possui ensino médio e superior, além de manter vantagem na faixa da classe média, que possui renda familiar de dois a cinco salários mínimos.
Em contrapartida, Lula se destaca entre os segmentos de menor renda e menor grau de instrução. Além disso, o candidato registra vantagem estatística entre os eleitores com mais de 60 anos de idade.
Cenário regional e impacto dos debates
No recorte geográfico, as disparidades se acentuam. Lula conserva ampla vantagem na região Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro assume a liderança no Sul. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, houve uma reviravolta em comparação ao levantamento passado, com Flávio Bolsonaro conquistando vantagem numérica.
A reta final da corrida presidencial também foi fortemente influenciada pelo cancelamento do debate da TV Globo. A suspensão do evento, motivada por impasses judiciais, gerou intensas trocas de acusações entre as equipes de campanha e duras críticas às decisões da Justiça eleitoral.




















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