A Netflix iniciou uma ampla rodada de cortes que afetará aproximadamente 1.000 colaboradores em todo o mundo, correspondendo a 6% de sua força de trabalho global. Esta é a maior redução de pessoal promovida pela corporação desde 2022, ano em que 450 profissionais foram desligados.
Motivações estratégicas para os desligamentos
Os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters informaram a decisão aos empregados por meio de um memorando enviado na última quarta-feira (14/10). A justificativa oficial aponta para a necessidade de direcionar recursos financeiros e operacionais para setores considerados prioritários para expansão.
“Continuaremos a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar nosso serviço e impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação”, diz um trecho do e-mail, visualizado pela Variety. Os departamentos mais afetados pelas demissões serão produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.
Saúde financeira e busca por diversificação
O enxovalho da equipe ocorre apesar de números financeiros robustos. No segundo trimestre de 2026, a companhia obteve receita de US$ 12,56 bilhões e lucro líquido de US$ 3,4 bilhões, projetando um faturamento anual de US$ 51 bilhões, o que representaria uma alta de 13% sobre o período anterior.
Para Ross Benes, analista sênior da consultoria eMarketer ouvido pela Reuters, a Netflix ainda não conseguiu estabelecer uma segunda fonte de receita com dimensão semelhante à das assinaturas. “Eles precisarão de outra fonte de renda para diversificar, e é aí que tem sido mais uma luta.”
Concorrência acirrada e o desafio do engajamento
O tempo que os assinantes passam assistindo aos conteúdos também preocupa a diretoria, especialmente diante da concorrência de rivais como Disney+ e HBO Max, além do avanço de redes sociais como YouTube e TikTok. As ações da empresa acumulam baixa de cerca de 25% no acumulado de 2026.

