Durante uma sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux declarou publicamente que a Corte foi alvo de uma estrutura clandestina de espionagem, apelidada de PF paralela, cujo objetivo era vigiar os magistrados.
Investigação e alertas na Suprema Corte
A denúncia veio à tona no contexto dos debates sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e as investigações sobre a conduta da instituição em relação ao Supremo. Durante a fala, Fux chegou a direcionar um alerta ao colega Gilmar Mendes, reforçando que nenhum membro do tribunal estaria imune ao esquema de monitoramento.
Críticas aos desvios de finalidade
Apesar das graves acusações, Fux fez questão de ponderar que a corporação mantém a admiração do Judiciário quando cumpre estritamente seu papel constitucional e atua em parceria com a Justiça, em vez de agir de forma prejudicial.
O magistrado destacou que a Segunda Turma detectou múltiplos desvios de finalidade na gestão do atual diretor-geral da instituição, apontamentos que fundamentam o julgamento recente sobre o comando da polícia.
Histórico e autonomia da Justiça
Com cinco décadas de carreira na magistratura, o ministro enfatizou que o papel histórico da Justiça Federal sempre foi o de somar forças com o Judiciário, sendo inadmissível que órgãos policiais atuem contra as decisões da mais alta Corte do país.
Por fim, o membro do STF responsabilizou a estrutura investigada por atuar em oposição direta ao Supremo, mencionando inclusive o repasse de um documento sem assinatura oficial para ilustrar as irregularidades cometidas.




















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