A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro intensificou sua participação na corrida presidencial e passou a atuar diretamente na campanha de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro. Em uma gravação veiculada nas redes sociais, ela convocou as líderes estaduais do PL Mulher a se engajarem na disputa pelo Palácio do Planalto.
Mobilização do exército rosa
No material audiovisual, a dirigente apelidou as correligionárias de exército rosa e destacou a existência de um chamado direcionado a esse grupo. Ela apelou para que tanto as filiadas quanto eleitoras conservadoras abracem a postulação do parlamentar à presidência da República, reforçando a importância da união feminina em prol da legenda.
A estratégia digital conta com a participação de presidentes estaduais da sigla em várias regiões do país, como Ceará, São Paulo, Maranhão, Amazonas, Piauí, Paraná e Pará. A coordenação da campanha planeja divulgar novos depoimentos com representantes de outras unidades federativas nas próximas semanas.
Superação de atritos e estratégia eleitoral
Esse movimento consolida uma reaproximação política após um período de divergências públicas entre os familiares. Em junho, episódios de atrito resultaram na saída temporária da ex-primeira-dama da presidência nacional do núcleo feminino do partido, período em que ela alegou foco nos cuidados familiares.
No entanto, em agosto, a situação foi pacificada e o foco voltou-se para a estratégia digital e de mobilização. Apesar de não ter comparecido ao ato público na Avenida Paulista em 7 de setembro, Michelle assume agora um papel ativo na tentativa de aproximar o candidato do eleitorado feminino.
O engajamento da principal liderança conservadora e evangélica do partido é visto como fundamental para mitigar a resistência das eleitoras em relação a Flávio Bolsonaro, segmento onde as pesquisas apontam maior vantagem para os concorrentes.















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