A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais para prestar solidariedade ao ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal. A manifestação pública ocorreu no último sábado, em meio a um momento de tensão institucional envolvendo o magistrado e o colega de corte Alexandre de Moraes, decorrente de apurações sobre o Banco Master.
Mensagem com tom religioso
Na publicação, a candidata ao Senado pelo Distrito Federal compartilhou um registro fotográfico ao lado de Mendonça e relatou ter tido uma premonição sobre a chegada dele ao tribunal superior antes mesmo da formalização do ato pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o relato, a visão ocorreu em uma sala de consagração, onde a ex-primeira-dama afirmou ter visto uma nuvem branca sobre a cabeça do magistrado. Ao encerrar o texto, ela incentivou o ministro a manter a coragem e afirmou que ele é um escolhido e ungido.
Trajetória e indicação ao STF
Mendonça foi indicado ao cargo em julho de 2021, sob a premissa de ser um nome terrivelmente evangélico. Pastor presbiteriano, ele já havia passado pelas funções de advogado-geral da União e ministro da Justiça no governo anterior.
A sabatina e aprovação no Senado Federal ocorreram em dezembro do mesmo ano, com 47 votos favoráveis e 32 contrários. A posse foi efetivada no mesmo mês na vaga deixada por Marco Aurélio Mello, com a presença de lideranças religiosas apoiando a escolha.
O embate entre os ministros
O episódio de apoio público acontece logo após uma semana de fortes divergências entre Moraes e Mendonça. A crise ganhou força quando o relator das apurações do Banco Master suspendeu o sigilo de dados reunidos pela Polícia Federal.
Os arquivos continham registros atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira, mencionando contatos com autoridades, incluindo o próprio Moraes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Desdobramentos e investigações
Diante da situação, Moraes encaminhou à presidência da corte relatórios de inteligência policial que apontam eventuais desvios de conduta por parte de Mendonça na condução de operações como a Compliance Zero e a Sem Desconto, focada em fraudes no INSS.
As alegações incluem suposta interferência em investigações e atuação direcionada. A defesa do ministro contesta as imputações, apontando fragilidades nos documentos apresentados. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, determinou a redistribuição do material e abriu prazo para manifestação da PGR.














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