Ato de 7 de Setembro na Paulista reúne Tarcísio e aliados de Bolsonaro

Ato do 7 de Setembro na Paulista reúne Flávio, Michelle e Tarcísio

A Avenida Paulista recebe nesta segunda-feira, 7, um ato político convocado pelo Partido Liberal que contará com a presença do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Organização e lemas do protesto

A concentração está agendada para as 15 horas, com articulação direta da legenda. Os organizadores definiram como motes principais da mobilização as frases “Fora Lula, Fora Moraes”, “É agora ou nunca” e “Vamos juntos resgatar o Brasil”.

O evento funciona como uma vitrine para impulsionar a candidatura presidencial de Flávio, lançada oficialmente em 16 de agosto na capital fluminense. O político utilizou redes sociais para intensificar a convocação, pedindo o engajamento de lideranças religiosas, parlamentares e postulantes a cargos públicos.

Presenças confirmadas de autoridades e parlamentares

Além dos principais nomes do grupo, confirmaram participação o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), que trabalhou junto com Tarcísio para atrair prefeitos do interior paulista — mobilização que atingiu cerca de 300 municípios do estado.

Outros nomes esperados no palanque incluem os senadores Magno Malta (PL-ES), Carlos Portinho (PL-RJ) e o candidato ao Senado André do Prado. Uma extensa lista de deputados federais também integra a comitiva, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Guilherme Derrite (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Carlos Jordy (PL-RJ) e Gil Diniz (PL-SP), entre outros. O pastor Silas Malafaia comparecerá para discursar, embora não faça parte da coordenação do ato desta vez.

Impacto do Caso Master na pauta política

As críticas ao ministro do STF ganharam ainda mais tração após a revelação de mensagens e registros de contatos atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os dados foram tornados públicos por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.

Os documentos indicam que Vorcaro buscou contato com o magistrado para tratar de investigações da Polícia Federal. Em novembro de 2025, dias antes de sua prisão, o executivo questionou se deveria deixar o território nacional. Posteriormente, relatórios da PF que apontavam supostas irregularidades na atuação de Mendonça foram enviados à presidência da Corte.

Diante do cenário, setores da oposição intensificaram o discurso em favor do impeachment de ministros do STF, remetendo a competência da análise ao Senado Federal, única casa legislativa com poder constitucional para processar tais denúncias.