Representantes da Meta se reuniram nesta quinta-feira (15) com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, para informar que a empresa tem se dedicado a otimizar seus mecanismos de filtragem. Durante o encontro, os representantes sustentaram que as campanhas dos dois candidatos à Presidência teriam sido impactadas pela “geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados”.
Debates sobre tecnologia e plataformas
O diálogo na corte eleitoral abordou dois pontos principais: a suposta disparidade no uso de ferramentas de IA da big tech entre os presidenciáveis e o funcionamento de canais de WhatsApp voltados à militância política.
O Partido dos Trabalhadores apresentou queixas formais alegando que os recursos tecnológicos da empresa estariam impedindo a criação de imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto a mesma limitação não recairia sobre o material do candidato Flávio Bolsonaro.
Impasses envolvendo o aplicativo de mensagens
Além das discussões técnicas, Nunes Marques determinou a proteção de conteúdos publicados em canais do aplicativo que enfrentam disputas na Justiça Eleitoral. O tribunal tem lidado com controvérsias em torno do canal “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones.
O espaço digital passou por decisões judiciais conflitantes, tendo sido suspenso e liberado pelo magistrado em diferentes ocasiões, além de receber um veto temporário sob a justificativa de que novos endereços eletrônicos exigem um período de espera para funcionamento. Posteriormente, a exigência foi revogada após questionamentos jurídicos.
Propaganda e financiamento de campanhas
O encontro também tratou do impulsionamento pago de material eleitoral com recursos do exterior ou por apoiadores, condutas vedadas pela legislação brasileira.
As equipes jurídicas de ambos os candidatos já haviam levado reclamações ao tribunal sobre a suposta permissão de impulsionamento por pessoas físicas na plataforma.

