Documentos citados pelo Supremo Tribunal Federal revelam que o publicitário Marcello Lopes transferiu R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment, responsável pela cinebiografia Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Movimentação financeira sob escrutínio
A transação integra relatórios elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que sinalizaram transações atípicas nas contas da empresa entre os meses de novembro e dezembro de 2025.
No intervalo analisado, a produtora registrou uma circulação de R$ 19,03 milhões, divididos entre créditos e débitos expressivos. Além do marqueteiro, empresas de câmbio, agências de marketing, a NTT Brasil e o deputado federal Mário Frias constam entre os principais remetentes de recursos para a companhia.
Justificativa do aporte financeiro
Em sua defesa, o publicitário confirmou a operação financeira e sustentou que o montante representava uma aplicação comercial no projeto cinematográfico, efetuada a convite do parlamentar Mário Frias após a saída de investidores anteriores.
Para respaldar a operação, foi apresentado um contrato formalizado que estipulava um aporte em moeda estrangeira equivalente à quantia repassada, embora a assinatura oficial do documento tenha ocorrido meses mais tarde devido a revisões contratuais.
Vínculos políticos e investigações
O profissional responsável pela transferência atuou anteriormente na equipe de articulação política voltada para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, mantendo proximidade com o círculo político do senador mesmo após deixar formalmente o grupo estratégico.
A operação financeira veio a público no contexto de diligências autorizadas pela mais alta corte do país contra a produtora e figuras políticas envolvidas, aprofundando o escrutínio sobre o financiamento da produção audiovisual.























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