Lula faz último ato em SP, critica Flávio e mira 1º turno

Em último ato, Lula tenta driblar abstenção, critica Flávio e diz estar otimista para vencer no 1º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua campanha à reeleição neste sábado (3) com uma caminhada na região da Avenida Paulista, em São Paulo, fazendo um apelo urgente contra a abstenção e reiterando sua confiança em uma vitória logo no primeiro turno da votação.

Combate à abstenção e apelo aos idosos

Diante de um empate técnico com seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro, a campanha petista intensificou os esforços para mobilizar o eleitorado. Lula pediu que ninguém descanse e incentivou expressamente a participação de pessoas com mais de 70 anos nas urnas.
“Ninguém descansa. É preciso falar com as pessoas no bar, igreja, para todos votarem”, declarou o candidato, destacando a importância de convencer o eleitorado sênior a exercer a cidadania.

Críticas a adversários e foco na segurança

Durante o trajeto de cerca de uma hora pela rua Augusta, o chefe do Executivo associou seu oponente à corrupção e à barbárie, além de mencionar o escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. Apoiadores levaram um boneco inflável com um cavalo preto e menções ao caso.
Lula também defendeu bandeiras centrais de sua gestão, como o combate ao crime organizado, o fim da escala de trabalho 6×1 — cujo projeto deve ser votado no Senado — e a repressão ao mercado ilegal de apostas esportivas, as chamadas bets.

Tensão com autoridades locais

O evento foi marcado por atritos com a Polícia Militar e a administração municipal. O ato, autorizado por liminar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, enfrentou resistência da Prefeitura e do governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas.
Lideranças como a primeira-dama Janja da Silva e a candidata ao Senado Simone Tebet criticaram duramente as tentativas de impedir a manifestação na Avenida Paulista, reforçando que o espaço pertence à população.

Apoio político e expectativa de votos

A caminhada reuniu milhares de militantes com camisas vermelhas e contou com a presença de importantes figuras políticas, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o candidato ao governo paulista Fernando Haddad e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.
Apesar da preocupação com o impacto do voto útil em uma disputa acirrada, a coordenação da campanha demonstra otimismo e projeta um desempenho superior ao indicado pelas pesquisas de intenção de voto neste domingo.