A tenista brasileira Luisa Stefani e sua parceira, a canadense Gabriela Dabrowski, garantiram vaga nas quartas de final do US Open nesta segunda-feira. A dupla, segunda cabeça de chave do torneio disputado em Nova York, superou a japonesa Eri Hozumi e a eslovena Andreja Klepac por 2 sets a 0, com parciais tranquilas de 6/0 e 6/3.
Sequência histórica no Grand Slam norte-americano
Com este triunfo, a atleta de 28 anos alcança as quartas de final do major americano pela sexta edição consecutiva. A trajetória de Stefani no torneio inclui semifinais alcançadas em 2021, ao lado da própria Dabrowski, e em 2023, jogando com a americana Jennifer Brady.
A consistência da brasileira impressiona especialmente pelo histórico de superação. Em 2021, durante a semifinal, ela sofreu uma grave lesão no joelho que a afastou das quadras por mais de 12 meses. Desde o retorno, figurou consistentemente nas fases decisivas, chegando às quartas em 2024 com a holandesa Demi Schuurs e em 2025 com a húngara Timea Babos. Ao todo, a tenista acumula 19 triunfos e cinco reveses na competição realizada em solo americano.
Próximo desafio e consistência na temporada
Para garantir uma vaga na semifinal, Stefani e Dabrowski aguardam o desfecho do duelo entre as cabeças de chave número 7, as chinesas Shuai Zhang e Xinyu Jiang, e a parceria formada pela japonesa Miyu Kato e a taiwanesa Fang Wu.
A parceria retomou o protagonismo em 2026, acumulando campanhas expressivas como as semifinais no Australian Open e em Roland Garros, além do vice-campeonato em Wimbledon. O ano também foi coroado com a conquista de três troféus: o WTA 1000 de Dubai, o WTA 500 de Estrasburgo e o WTA 250 de Eastbourne.
O bom momento foi avaliado pela brasileira, que atribuiu nota 9 em uma escala até 10 para o desempenho atual, ressaltando que sempre há margem para evolução. Dabrowski complementou apontando a resiliência da dupla diante de lesões ao longo do calendário competitivo.
Histórico de conquistas e trajetória no ranking
O nome de Luisa Stefani está marcado na história do esporte nacional. Em 2021, ela faturou a medalha de bronze nas duplas femininas nos Jogos Olímpicos de Tóquio ao lado de Laura Pigossi, garantindo o primeiro pódio olímpico do tênis do país.
Dois anos depois, em 2023, levantou o troféu de duplas mistas do Australian Open em parceria com Rafael Matos, marcando a primeira conquista de Grand Slam de uma dupla 100% brasileira. Consolidada na elite mundial, a paulistana já alcançou a nona posição e atualmente ocupa o quarto lugar no ranking mundial de duplas da WTA.



















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