Jerônimo ataca ACM Neto e cita suposta ligação com Banco Master

Jerônimo critica ACM Neto por suposta relação com Master: “Estava prestando consultoria ao banco do Vorcaro”

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) elevou o tom contra o opositor ACM Neto (União) durante entrevista concedida na última quinta-feira (10) à Rádio Metropole. O chefe do Executivo estadual comentou as recentes declarações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas em uma proposta de delação premiada.

Contexto da delação e acusação De acordo com as informações atribuídas a Vorcaro, ACM Neto e Antônio Rueda teriam facilitado a entrada do Banco Master em fundos de pensão de institutos de previdência. Em troca, o documento aponta que ambos teriam embolsado uma comissão de 10% sobre os montantes aplicados. Tanto o político do União Brasil quanto Rueda negam veementemente qualquer envolvimento no esquema.

Críticas à postura política Durante a conversa, Jerônimo cuestionou a coerência do adversário político. Para o governador, não é admissível que o rival utilize plataformas digitais e sua visibilidade pública para posar como gestor exemplar enquanto, na visão do petista, mantinha laços comerciais com a instituição financeira investigada. O governador disparou que o oponente não tem o direito de se colocar como salvador da pátria diante de tais circunstâncias.

Balanço de gestão e contraponto Em seguida, o mandatário aproveitou para contrastar sua rotina administrativa com a atuação do opositor ao longo do quadriênio. Jerônimo destacou que viajou por diversas regiões baianas, dialogou com gestores municipais e movimentos sociais, além de elencar realizações de sua administração, a exemplo da implantação do VLT, da expansão metroviária, da reforma do Teatro Castro Alves (TCA) e da entrega de 15 novas unidades hospitalares.

A defesa dos acusados Do outro lado, ACM Neto rechaçou categoricamente as imputações, classificando as menções do ex-banqueiro como fantasiosas, absurdas e inverídicas. A defesa do político ressalta que ele não ocupava nenhum cargo público na época investigada, que eventuais serviços de consultoria foram respaldados por contratos legais e devidamente cumpridos, e que o material não passa de uma proposta de delação que carece de homologação ou aceitação oficial.