A deputada federal Gleisi Hoffmann apresentou uma representação formal ao Tribunal Superior Eleitoral para exigir a remoção de publicações que desqualificam o voto feminino nas redes sociais.
Cobrança de dados e punições
Na petição direcionada à Justiça Eleitoral, a parlamentar solicita que as plataformas de tecnologia preservem os registros de alcance e a monetização das postagens contestadas antes de efetivar a exclusão. Além disso, a defesa sugere a suspensão temporária de perfis que insistam em propagar o mesmo material.
Alvo da representação
O documento protocolado aponta o partido Missão como um dos alvos principais, exigindo que a legenda preste esclarecimentos sobre o conceito de democracia familiar veiculado em suas páginas oficiais.
Segundo a acusação, a agremiação estaria propagando teses de que as mulheres votam de maneira inferior aos homens, classificando o sufrágio feminino como um equívoco histórico e defendendo a substituição do voto individual pelo modelo familiar.
Declarações de influenciadores e defesa do partido
O caso também menciona um pronunciamento feito em junho pelo influenciador Paulo Figueiredo, que afirmou publicamente que o eleitorado feminino vota mal. Por outro lado, o partido Missão e o candidato presidencial Renan Santos argumentam que a proposta defendida pela sigla se diferencia das acusações levantadas.
Limites da liberdade de expressão
No texto enviado ao tribunal, a equipe jurídica argumenta que a liberdade de expressão não pode servir de escudo para atentar contra os direitos políticos das mulheres.
Para embasar o pedido, a representação relembra que as diretrizes para as eleições de 2026 estabelecem um rigor normativo inédito contra a violência política de gênero, exigindo ações enérgicas do poder público.




















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