Fabiana Pellegrino entra para a Academia de Letras Jurídicas

Fabiana Pellegrino é a quinta mulher a ocupar uma cadeira na história da Academia de Letras Jurídicas da Bahia

A magistrada Fabiana Pellegrino fez história ao se tornar a quinta mulher a integrar a Academia de Letras Jurídicas da Bahia. Eleita em 11 de setembro para a cadeira número 2, ela sucede o jurista Jairo Sento-Sé na instituição com mais de quatro décadas de tradição.

Desafios femininos e raízes do preconceito na justiça

Durante entrevista recente, a juíza pontuou que o início de sua trajetória no direito foi marcado por um ambiente pouco acolhedor, onde comentários sobre sua aparência física se sobrepunham ao seu intelecto. Atualmente atuando na Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio do Tribunal de Justiça baiano, ela aponta as Eleições 2026 como um marco crucial para eleger representantes comprometidos com a igualdade de gênero.

Para a jurista, a baixa representatividade feminina em postos de comando decorre de estigmas seculares presentes em diferentes culturas e correntes de pensamento ao longo da história da humanidade.

História da Academia de Letras Jurídicas da Bahia

Fundada há 43 anos por iniciativa do desembargador Manuel Pereira e um grupo de dez pensadores do direito — incluindo o primeiro presidente Orlando Gomes —, a ALJ consolida-se como espaço de reflexão livre. A nova acadêmica destacou o pioneirismo das quatro mulheres que a antecederam na casa: Alice Gonzalez, Maria Auxiliadora Minahim, Mônica Aguiar e Paula Sarno.

Visão humanizada do Poder Judiciário

Analisando a evolução da justiça, a magistrada percebe um amadurecimento institucional na forma como o Judiciário se conecta com os cidadãos, priorizando a empatia e os valores humanos antes da burocracia técnica.

A nova imortal reforça que a aplicação da lei deve caminhar lado a lado com a união social em prol do bem comum e da transformação comunitária.