Ex-ministros do STF cobram Fachin por investigação na Corte

Ex-ministros do STF cobram Fachin por apuração da ‘mais aguda crise’ da Corte

Um grupo formado por 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviou uma carta formal na segunda-feira, 7, exigindo que o presidente da instituição, Edson Fachin, conduza uma investigação rigorosa sobre o escândalo que atinge o tribunal.

A gravidade do momento institucional

No documento oficial, os ex-magistrados classificam a situação atual como a fase mais severa de toda a trajetória da mais alta Corte do país. Os signatários declaram confiança total na atuação de Fachin e afirmam ter certeza de que o caso será levado para apreciação em sessão plenária.

A exigência é de que o Plenário determine uma apuração imediata, transparente e sob rigoroso respeito ao devido processo legal, visando esclarecer denúncias que ameaçam a credibilidade do Judiciário e a solidez democrática.

Peso histórico e assinaturas de destaque

A mobilização reúne figuras de grande relevometria na história recente do Poder Judiciário brasileiro. Entre os 13 nomes que assinam o manifesto estão ex-presidentes e magistrados marcantes da Corte.

Assinam o documento Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.

Origem do escândalo e quebra de sigilo

O estopim para a crise institucional foi a retirada do sigilo de investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito do caso Master. Os documentos revelam conversas por mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro.

Nas tratativas, o banqueiro questionava sobre a possibilidade de obter informações ou barrar a venda da instituição financeira, pouco antes de sua prisão em 17 de novembro de 2025.

Conexões financeiras sob escrutínio

Além das mensagens, a investigação revelou vínculos financeiros, incluindo um contrato de aproximadamente R$ 130 milhões firmado entre o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o banco Master, somado ao uso de cartões corporativos por familiares.

A publicidade desses dados foi autorizada pelo ministro André Mendonça, que atua como relator do processo dentro do Supremo Tribunal Federal.