A região Sudeste se transformou no principal palco das estratégias de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro nos instantes decisivos que antecedem o primeiro turno das eleições deste domingo, 4. Juntos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro abrigam cerca de 66,3 milhões de eleitores, o equivalente a mais de 40% de todo o eleitorado nacional.
A disputa acirrada em Minas Gerais
Minas Gerais recebeu atenção especial de ambos os lados devido à margem apertada registrada no pleito presidencial anterior, quando o atual presidente venceu Jair Bolsonaro por uma diferença inferior a 50 mil votos no segundo turno. Lula cumpriu cinco agendas no Estado, passando por municípios como Montes Claros, Juiz de Fora e Belo Horizonte.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro também percorreu diversas cidades mineiras ao lado de aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira. Com 16,38 milhões de eleitores, o território mineiro representa o segundo maior colégio eleitoral do país, antecedido apenas por São Paulo.
Cenário nos maiores colégios eleitorais
O Estado paulista, que concentra 34,1 milhões de eleitores — cerca de 20% do total brasileiro —, recebeu intensas movimentações de encerramento. Lula programou uma caminhada na capital para o sábado, enquanto o candidato do PL fechou seu roteiro com uma carreata no interior ao lado do governador Tarcísio de Freitas.
Dados divulgados pelo Datafolha revelam panorama distinto nas três maiores praças eleitorais. No Rio de Janeiro, Flávio pontua com 51% contra 42% do adversário em simulação de segundo turno. Em território paulista, o representante liberal registra 48%, enquanto o petista alcança 45%. Já em Minas Gerais, a vantagem é invertida, com 48% para Lula e 44% para o opositor.
Estratégias nacionais e capilaridade dos candidatos
Desde o início oficial da propaganda eleitoral em 16 de agosto, o candidato do PL esteve presente em 17 Estados diferentes. O atual presidente, por sua vez, visitou 13 Estados e o Distrito Federal.
O roteiro do petista priorizou redutos onde obteve maioria em 2022, com passagens pelo Pará e por capitais nordestinas como Fortaleza e Salvador, além de incluir os três Estados da Região Sul. Já a campanha oposicionista buscou expandir sua presença no Nordeste, região historicamente favorável a Lula, além de manter forte atuação no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde participou de grandes atos públicos na Avenida Paulista e em Copacabana.
















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